A membrana epirretiniana é uma fina camada de tecido fibroso que se forma sobre a retina, a parte do olho responsável pela captura das imagens.
Ela pode se desenvolver ao longo do tempo, geralmente em pessoas mais velhas, ou como consequência de traumas oculares, cirurgias ou doenças oculares.
Sabemos que a retina é responsável por receber a luz e formar as imagens que enxergamos. No entanto, a membrana epirretiniana se forma bem à sua frente, causando distorções e embaçamentos visuais, afetando o funcionamento da retina.
Quais são os sintomas da membrana epirretiniana?
Os sintomas mais comuns incluem:
- Visão distorcida: A imagem pode parecer ondulada ou borrada.
- Perda de acuidade visual: Pode ocorrer uma redução na clareza da visão central.
- Visão embaçada: Dificuldade para enxergar com nitidez, especialmente ao ler ou reconhecer rostos.
Os principais sintomas estão associados à distorção e ao embaçamento visual. Muitas pessoas com membrana epirretiniana relatam que a visão parece passar por um pedaço de plástico ou celofane.
Como a membrana epirretiniana se forma?
A membrana epirretiniana se forma quando as células da retina ou do vítreo (o gel que preenche o interior do olho) começam a crescer de forma anormal sobre a superfície da retina.
Esse processo é frequentemente relacionado ao envelhecimento, sendo mais comum em pessoas com mais de 75 anos. No entanto, também pode ser desencadeado por condições como diabetes, inflamações ou lesões oculares, além de descolamento de retina.
Com o envelhecimento ou o histórico de doenças e lesões, o organismo pode entender que houve um dano na retina e iniciar um processo de cicatrização irregular, gerando tecido cicatricial.
Como é feito o diagnóstico da membrana epirretiniana?
O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos específicos, como o mapeamento de retina e a tomografia de coerência óptica (OCT), que permite identificar alterações na retina e na formação da membrana.
Qual é o tratamento para a membrana epirretiniana?
O tratamento varia conforme a intensidade do dano visual causado pela membrana epirretiniana.
O procedimento mais comum é a vitrectomia, no qual o humor vítreo é removido, seguido pela remoção da membrana epirretiniana com uma pinça, recuperando a visão do paciente.
Se não tratada, a membrana epirretiniana pode evoluir e agravar a perda visual.
A detecção precoce é essencial para identificar condições oculares, como a membrana epirretiniana, antes mesmo de o paciente perceber os sintomas. Se você estiver entre os fatores de risco ou notar qualquer sintoma ou desconforto visual, não hesite em consultar um especialista em retina!
Dr. Alex Treiger Grupenmacher
Oftalmologia | Retina e Vítreo
CRM/PR 34023 | RQE 27214